Resenha: as velas ardem até ao fim

 

Sándor Márai - As velas ardem até ao fim

Hello, people!

As pessoas mais fascinantes que eu conheço leem, e leem muito. São aquelas que têm um bom papo, se enturmam em qualquer roda, conversam sobre tudo, têm conteúdo e sempre algo interessante a acrescentar. Então, garota, LEIA!

É um livro sobre a amizade, sobre o amor, a inveja, o desejo, a confiança, a vingança, a traição, a ilusão… Sobre a vida. É um livro que dá vontade de partilhar, em cujas noções gostaríamos de impregnar os que nos são próximos e, para mim, faz agora parte dos meus livros preferidos. Foi o primeiro livro do Sandor Marai que eu li, certamente será o primeiro de muitos!

De uma riqueza literária ímpar, “As Velas Ardem até ao Fim” é um livro que faz viajar no espaço, no tempo e nas vidas de dois homens que em tempos foram amigos e que têm necessidade de, já na velhice, ter uma última conversa.

“Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular…”

Henrik é rico e exerce sobre os outros uma espécie de fascínio que não advém apenas da sua posição social privilegiada. Por ser bem formado, com bom coração, chegando a ser, muitas vezes ingénuo, o poder que acaba por ter sobre os outros não é usado de forma leviana. Reconhece a sorte que tem e partilha-a sem procurar o reconhecimento dos outros.
Henrik conhece Konrád no colégio e tornam-se inseparáveis. Konrád, ao contrário de Henrik é pobre e menos expansivo. É uma pessoa mais introspectiva e um apaixonado pela música. Embora a amizade que sente por Henrik seja sincera, esta não deixa de ser assombrada por alguma inveja. Inveja porque, enquanto Henrik nunca conheceu qualquer dificuldade na vida, Konrád vive angustiado pelo esforço que a sua educação exige dos pais. Conhece o mundo em que Henrik se movimenta e, por despeito, a que prefere chamar de superioridade intelectual, despreza esse mundo e as pessoas que dele vivem e que sem ele não sabem viver.

Trata-se de um romance comovente sobre a amizade, onde alguém prefere uma ruptura a um conflito, e onde ambos aparentemente perdem mas salvam a coerência de um sentimento maior, superior a qualquer outro objectivo de vida, de forma nobre e elevada. O diálogo/monólogo de Henrik é cativante pela sinceridade e frontalidade, sem pôr em causa o sentimento comum mas explorando sem tabus todos os meandros de pensamento e comportamento de uma relação estranha mas pura.

Me conte nos comentários qual resenha de livro você deseja ver por aqui!

Beijos, beijos

Anúncios

Hello, gostou do post? Então deixe aqui seu comentário. Beijos

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s