Como comecei a advogar?

Meu nome é Fiama, tenho 25 anos, sou advogada, bacharel em Direito pela Universidade Federal de Ouro Preto e vai ser um prazer conversar com vocês e contar um pouquinho da minha história!

Eu tive a sorte de pertencer ao pequeno grupo de pessoas que sabe, desde o ensino médio,  qual curso quer fazer. Eu sempre amei o Direito e a oportunidade que ele traz de melhorarmos a vida das pessoas através da resolução dos conflitos. Meu sonho era cursar Direito e eu batalhei muito para que esse sonho se realizasse.

A UFOP sempre foi minha primeira opção, me dediquei muito e graças a Deus tive o privilegio de estudar durante cinco anos em uma das melhores faculdades, com professores excepcionais. Participei de grupos de pesquisa, projeto de extensão, dei monitoria, escrevi artigos, enfim, soube desfrutar o que a universidade tinha a me oferecer.

Atualmente, atuo no Escritório Basílio, junto com a Dra Vanda. Minha história com este escritório começou quando eu ainda cursava o quinto período do curso de Direito, quando tive a oportunidade de estagiar aqui. O escritório abriu as portas para mim, eu aprendi muito com a  Vanda, e não aprendi apenas lições da advocacia, aprendi lições que levarei para toda vida.

Depois, estagiei na Delegacia de Policia aqui da cidade, lugar em que fiz vários amigos, quebrei vários preconceitos, vivenciei cenas e casos que me fizeram amadurecer e enxergar o mundo de outra forma.

Além disso, durante a faculdade, além de escrever alguns artigos, eu mantive um blog onde eu escrevia sobre carreira, cotidiano, compartilhava dicas jurídicas. Meu amor pela leitura e pela escrita não ficou de lado mesmo com as provas e trabalhos.

Até então, eu não tinha nenhuma intenção de advogar, mas de fazer um mestrado e continuar escrevendo. Daí eu tentei a prova do exame de ordem, passei e logo após, me formei.

Ao entregar meu convite de formatura aqui no escritório, recebi o convite da Vanda para começar a advogar aqui. Foi uma honra para mim, saber que eu atuaria como advogada no escritório em que estagiei.

Aqui, nós atuamos na área cível, mais especificamente em questões de direito imobiliário. O escritório é especialista em usucapião, tanto o judiciário quanto o extrajudicial.

A rotina da advocacia me proporciona inúmeros aprendizados e hoje eu posso dizer que uma da melhores escolha que eu fiz foi ter dado uma chance para advocacia.

A oportunidade que tive de publicar artigos no jornal foi muito gratificante: eu consigo mostrar para as pessoas que o Direito não é algo feito para juízes, promotores e advogados, eu coloco uma linguagem coloquial nos meus textos o que torna o “juridiques” acessível e aplicável ao cotidiano.

Eu sou apaixonada pela vida e por conhecer pessoas, eu amo o que eu faço, acho que é vocação, eu sempre sonhei em ajudar as pessoas e hoje eu consigo conciliar isso com o meu trabalho. Publicar os artigos no jornal o espeto tem me possibilitado isso.

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8 Dicas para interpretar BEM um texto

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1. Leia bastante.

Textos de diversas áreas, assuntos distintos nos trazem diferentes formas de pensar.

2. Pratique com exercícios de interpretação.

Questões simples, mas que nos ajuda a ter certeza que estamos prestando atenção na leitura.

3. Cuidado com o “olho ninja”

aquele que quando damos conta, já está no final da página, e nem lembramos o que lemos no meio dela. Talvez seja hora de descansar um pouco, ou voltar a leitura num
ponto que estávamos prestando atenção, e reler.

4. Ative seu conhecimento prévio antes de iniciar o texto.

Qualquer informação, mínima que seja, nos ajuda a compreender melhor o assunto do texto.

5. Faça uma primeira leitura superficial

para identificar a ideia central do texto, e assim, levantar hipóteses e saber sobre o que se fala.

6. Leia as questões antes de fazer uma segunda leitura mais detalhada.

Assim, você economiza tempo se no meio da leitura identificar uma possível resposta.

7. Preste atenção nas informações não-verbais.

Tudo que vem junto com o texto, é para ser usado ao seu favor. Por isso, imagens, gráficos, tabelas, etc., servem para facilitar nossa leitura.

8. Use o texto.

Rabisque, anote, grife, circule… enfim, procure a melhor forma para você, pois
cada um tem seu jeito de resumir e pontuar melhor os assuntos de um texto.
Além dessas dicas importantes, você também pode grifar palavras novas, e procurar seu significado para aumentar seu vocabulário, fazer atividades como caça-palavras, ou cruzadinhas são uma distração, mas também um aprendizado.
Não se esqueça, além da prática da leitura aprimorar a compreensão do texto e ajudar a aprovação, ela também estimula nossa imaginação, distrai, relaxa, informa, educa, atualiza, melhora nosso foco, cria perspectivas, nos torna reflexivos, pensantes, além de melhorar nossa habilidade de fala, de escrita e de memória. Então, foco na leitura, que tudo fica mais fácil!

O que uma advogada iniciante precisa saber

Hello, advogaTas!

Iniciei minha vida na advocacia em 2017. Há menos de um ano, decidi aventurar na vida de advogada, consegui meus primeiros clientes, tive minhas primeiras consultas, minhas primeiras idas à delegacia, fórum, presídio… Pude aprender algumas coisas valiosas e decidi compartilhar com vocês!

É muito comum ouvir que o mercado do direito está saturado. Mas eu não acredito nisso! Acredito que ele está se modificando e está cada vez mais disputado e concorrido. Por ano, centenas de milhares de advogados ingressam no mercado e muitos deles não tiveram qualquer preparação para se tornarem advogados.

Durante os meus 5 anos na faculdade, aprendi muita teoria e nada de prática! As faculdades formam técnicos do direito, mas nada dizem sobre marketing jurídico, finanças, gestão de escritórios, negociação, precificação, etc. Nisso, nós acabamos nos esquecendo que a advocacia é uma atividade empresarial, mas não aprendemos nada sobre como desenvolver uma atividade empresarial sustentável, efetiva e com resultados de curto, médio e longo prazo.

O advogado é, antes de qualquer coisa, um empreendedor! Abaixo estão 4 atitudes mínimas que um advogado iniciante precisa saber para um dia viver muito bem com a advocacia.

1. QUEIRA VENCER NA ADVOCACIA

Querer vencer é a primeira condição para alcançar o sucesso. O querer parte do pensamento,da consciência. Você escolhe querer algo que lhe parece interessante, necessário, importante… Não é fácil ser advogado no Brasil, especialmente porque é uma profissão que tende à sub-remuneração, que a carga de trabalho é alta e o retorno financeiro é de médio ou longo prazo. Portanto, é preciso ter vontade de ser advogado. Muitos decidem pela advocacia porque não foram aprovados em concursos ou porque “deu certo com o amigo”. Porém, o sucesso da advocacia depende, em primeiro lugar, de uma vontade genuína de se tornar advogado, de seguir a carreira de advogado e de suportar os ônus e os bônus;

2. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Se você deseja alcançar um objetivo de forma rápida e eficiente, o melhor recurso é utilizar o planejamento. Assim você obtém mais clareza e visão para a tomada de decisão. Não deixe que o tempo passe e seu sonho e suas metas fiquem pelo meio do caminho. A grande maioria que ingressa na advocacia não tem qualquer estratégia para o sucesso profissional na carreira. As pessoas “vão deixando a vida levar” e não estabelecem metas, não planejam suas atividades e não pensam em como fazerem uma advocacia sustentável. Seja o advogado empregado de um escritório, seja aquele que fundou seu próprio escritório, nenhum deles poderá ter sucesso na advocacia sem ter uma estratégia clara do que oferece como serviço e de quais resultados pretende atingir ao longo do tempo;

3. PERSISTA

Persistência é um dos comportamentos dos empreendedores de sucesso. Quem persiste tem um objetivo claro e não perde o foco. Ele pode até mudar de estratégia, mas mantém o esforço para alcançar sua meta. Com raríssimas exceções, o sucesso na advocacia é de longo prazo. Para construir um nome não é fácil, e o caminho para ter reconhecimento dos demais advogados e operadores do direito é demorado. Portanto, é preciso saber muito bem o que se quer e ter uma tolerância aos riscos e aos fracassos para aprender com eles;

4. MARKETING JURÍDICO

O mercado jurídico é uma área bastante concorrida e, por isso, o advogado que quer se destacar precisa ser estratégico em suas ações de marketing, especialmente considerando as restrições éticas da profissão. A advocacia não é uma atividade mercantil, então é preciso ter cautela na hora de se posicionar e oferecer seus serviços para potenciais clientes. O Estatuto do Advogado e o Código de Ética impõem muitas diretivas com relação ao marketing jurídico e à apresentação do profissional. Não é possível se tornar um grande e renomado advogado sem marketing jurídico. Obviamente, é importante ser competente, mas a competência é apenas o “arroz com feijão”. É preciso desenvolver estratégias efetivas de marketing pessoal, além de ter um bom planejamento de mídia impressa e virtual. A sua participação em jornais, sites, blogs e, até mesmo, em redes sociais pode ser decisiva para a contratação de novos clientes. Atualmente, o marketing jurídico é condição para o sucesso na advocacia, sem perder de vista os limites éticos e disciplinares da OAB.

Assim como há pessoas pacientes e perseverantes que estabelecem uma estratégia para serem aprovadas num concurso público em alguns anos, aqueles que pretendem ser advogados de destaque têm que fazer o mesmo. O desenvolvimento de uma atividade empresarial, sustentável e com resultados na advocacia depende desta postura pró-ativa do advogado iniciante em querer seguir uma carreira com felicidade e sucesso profissional.

Gostou das dicas? O que você acrescentaria a essa lista?

 

Qual melhor momento para comprar seu vade mecum?

Hello, advogaTas!

Durante a minha graduação, usei vários códigos e apenas um vade mecum que comprei apenas no quinto período. Isso porque eu não me sentia confortável levando muito peso para faculdade, porque, além do vade mecum gigaaante, eu ainda levava doutrinas, caderno, alguns xerox e tudo mais. Dessa forma, compensava muito mais levar o código referente à cada disciplina.

Se você caiu de paraquedas nesse post,  não se preocupe! O Vade Mecum é um  livro muito usado pelos estudantes de direito e profissionais da área. Refere-se a uma reunião das obras básicas para serem consultadas facilmente, como Códigos, a Constituição, leis..

Gostaria de recomendar três posts essenciais sobre VADE MECUM:

  1. DICAS PARA VOCÊ ESCOLHER SEU VADE MECUM ⚖
  2. COMO ESCOLHER SEU VADE MECUM
  3. COMO FAZER MARCAÇÃO DE VADE MECUM PARA SEGUNDA FASE DA OAB

vade mecum geralmente não é muito utilizado nas faculdades de Direito durante o período inicial. Entretanto, dependendo de sua grade curricular – que varia muito entre as universidades – ele pode sim ser bastante utilizado. Para você ter uma ideia, já vi grade de estudante que tinha direito civil e direito penal logo no primeiro período.

Já vi também uma grade de um aluno que tinha teoria geral da constituição logo de cara, que é o tradicional constitucional I – muitas faculdades estão abolindo essas nomenclaturas I, II, III, não estranhe se você notar a falta de muitas delas, elas estarão em sua grade, só que com nome diferente.

vade mecum, como já vimos acima, traz em si a legislação “seca” (apenas a letra da lei), logo será usado nas disciplinas que exijam para seu estudo a utilização da letra da lei, como essas que vimos acima, então antes de decidir adquirir, veja a ementa das disciplinas que você selecionou para o seu primeiro período no curso, algumas delas podem exigir o uso da lei, apesar de não serem regras em grades de calouros.

vade mecum, apesar de muito importante para todo o operador do direito, geralmente não é muito utilizado no primeiro período. Ele começa a ser mais usado a partir do segundo e por ai vai.

Por mais que ele não seja tão usado, você já pode manuseá-lo desde o primeiro período em seus estudos da LINDB.

Porém, caso você tenha entrado no curso “em ritmo quente” estudando para concurso, obviamente é mais do que recomendado, afinal o vade mecum é uma compilação das principais leis e que, por conta disso, são abordadas em todos os concursos públicos jurídicos, seja de nível médio ou superior.

De qualquer forma, não será inútil, afinal em pouca ou grande intensidade você poderá utilizá-lo. De qualquer forma, também, ele irá ser desatualizado. Todos os anos são publicadas diversas leis que implicam em alterações de grande ou pequena importância no seu código. Mais cedo ou mais tarde seu código estará desatualizado. Comprando agora ou não.