Seremos o que somos?, por Ricardo Breier, presidente da OAB-RS

Porto Alegre – O jornal Zero Hora publicou nesta quinta-feira (28) artigo do presidente da OAB do Rio Grande do Sul, Ricardo Breier. No texto “Seremos o que somos?”, o dirigente da Ordem traça cenários para 2018. “O ano de 2018 pode entrar para a história como uma grande virada nos rumos do Brasil. Não somente na economia ou em indicadores sociais. Mas em questões tão subjetivas quanto reais: a moral, a ética e a honra de uma das maiores nações deste planeta estarão em evidência”, diz. Leia abaixo o texto completo:

Seremos o que somos?

Por Ricardo Breier, presidente da OAB-RS

O ano de 2018 pode entrar para a história como uma grande virada nos rumos do Brasil. Não somente na economia ou em indicadores sociais. Mas em questões tão subjetivas quanto reais: a moral, a ética e a honra de uma das maiores nações deste planeta estarão em evidência.

As eleições do próximo ano – vamos eleger seis representantes para diferentes cargos! – devem significar uma guinada. Após tudo o que estamos vendo de corrupção, conchavos e uso do dinheiro público para manutenção de esquemas sujos, seremos o que somos? Não seremos diferentes?

O dramaturgo irlandês George Bernard Shaw cravou uma reflexão cirúrgica: “É impossível progredir sem mudança, e aqueles que não mudam suas mentes não podem mudar nada”. Como vamos transformar este país se não colocarmos novos representantes nas decisões políticas do Brasil e até do nosso Rio Grande do Sul? Insisto: temos alguns bons nomes na política e em outros setores, mas eles são sufocados por um sistema tomado por corruptos.

É impossível progredir sem mudança… Em 2018, teremos essa possibilidade. Renovar, atualizar, dar oportunidades, colocar nomes que tenham compromisso com as pessoas antes de conchavos pessoais ou joguetes políticos.

O Estado brasileiro não suporta mais ser utilizado como cabide para tantos empregos. São distribuições irresponsáveis de cargos em ministérios, secretarias, agências reguladoras. O custo da incompetência administrativa é igual ou maior que o da corrupção. As moedas de troca entre coligações políticas não podem prevalecer. Ao invés de técnicos capazes de administrar nossos governos, temos filiados políticos sem qualificação liderando posições estratégicas. É uma fórmula que atrasa e sufoca o país.

Agora, é preciso votar com consciência. Pesquise seus candidatos. Verifique a ficha limpa. Converse com amigos. Cada voto é relevante. O esforço é indivi- dual para progressos coletivos.

Vamos ser incansáveis na mobilização da população pelo voto consciente. A mudança é urgente e precisa ser profunda. Não se acomode. Não desista. Temos milhões dispostos a mudar essa realidade nefasta. Um voto pode ser decisivo. Seremos o que somos? Eu acredito que podemos ser melhores. Em 2018, vote com consciência.

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Fui criada pelos meus avós

Eu nasci numa cidade pequena no interior de Minas Gerais em 1992. Minha mãe foi mãe solteira aos 21 anos. Meu pai biológico não quis me assumir e meus avós expulsaram a minha mãe de casa durante a gravidez dela. Eu não sei muitos detalhes dessa fase da vida da minha mãe, mas posso imaginar que não foi fácil ficar pulando de casa em casa com uma criança no ventre.

Os meus avós não são pais biológicos da minha mãe. Antigamente, era costume algumas famílias com melhores condições de vida pegarem crianças para “criar”. Foi assim que os meus avós não biológicos fizeram com a minha mãe. Ah, sobre os pais biológicos da minha mãe nós não temos nenhuma notícia concreta. Me parece que a mãe dela era de outra cidade no interior de Minas e veio parar aqui porque foi expulsa de casa porque estava grávida. Sim, a história  se repetiu. Ela criou a minha mãe num bordel onde ela trabalhava até a minha mãe fazer 5 anos. Depois ela faleceu e minha mãe foi vagando de casa em casa até chegar aqui em casa.

Digo aqui em casa, pois a minha mãe me deixou com meus dois irmãos aqui na casa dos meus avós. Nós não temos o sobrenome deles mas fomos criados por eles, por isso chamamos de avós.

Como meu pai biológico não me assumiu e minha mãe se casou com os pais dos meus irmãos quando eu tinha dois anos, o pai dos meus irmãos me registrou e eu o chamo de pai.

A minha diferença de idade para os meus irmãos não é muito grande sou 3 anos para o do meio e 6 anos para o caçula. Mas desde sempre eu que os ensinava a fazer dever, que ia na reunião de escola deles, que xingava quando eles faziam coisa errada e que levava os xingos quando eles faziam coisas erradas. Eu sempre fui bem revoltada com isso, pois ninguém nunca tinha feito para mim e eu tinha que fazer por eles, então, certamente, eu não fiz isso muito bem.

Quando eu fiz dezenove dezesseis anos o meu avó ficou muito doente e minha avó se mudou para BH com ele. Ele passou um ano no hospital. Durante esse período, eu e meus irmãos moramos nas casas dos meus tios não biológicos. Meus pais não perguntaram nem se gostaríamos de ficar com eles ou se precisávamos de algo. Foi uma fase bem complexa na minha vida.

Depois desse um ano no hospital meu avô voltou para casa bem debilitado, ele tinha traqueostomia para falar e gastrostomia para se alimentar. Não conseguia se locomover muito bem e  nessa fase eu e minha avó enfrentamos uma barra para nos reversarmos para cidar dele. Meus irmãos ainda eram novos, então não me lembro muito bem como eles participaram de tudo isso, mas como soua  mais velha, sempre tomei as redeasda situação.

Meu avó morreu quando eu fiz dezenove anos. Ele era a minha referência paterna. Depois que ele se foi, minha avó que não tinha nenhuma experiência com bancos, supermercado, controle de casa e tudo mais, passou a ser 90% dependente de mim. Vários tios meus começaram a dar ordens dentro da minha casa e eu nem sei como sobrevivi aquele caos.

No fim de 2016 minha irmã saiu a noite, foi atropelada de madrugada e eu saí de casa a noite de pijama e tive que resolver tudo com a polícia, com médico e com o hospital, Ela ficou três meses sem andar, justamente na fase em que eu estava estudando para OAB. Assim que ela mehorou a minha avó caiu na fazenda, quebrou o fêmur e eu fique uma semnaa com ela  no hospital, na fase em que eu estva escrevendo minha monografia.

Até hoje a minha avó não melhorou. Eu e minha irmã revezamos para durmir com ela. Mas a minha irmã sai, viaja e me deixa sozinha aqui. Como as pessas já se acostumaramm que essa é a minha obrigação e como eu sou bem troux amesmo, já me sinto parte da mobília da minha casa. Já perdi oportunidades de emprego, já abri mão de relacionamentos e vida social. E assim a vida segue.

Nada na minha vida foi fácil. Mas eu sou muito grata por tudo que eu tenho e por todas as experiências que vivi. Foi por causa de cada uma delas que eu me tornei quem eu sou hoje. Tenho orgulho da minha história de vida

ME AJUDE, POR FAVOR! – SORORIDADE

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Hello, advogatas!

Uma das coisas que aprendi em 2017 foi o significado da palavra SORORIDADE.

Sororidade é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.

Aprendi a apoiar minhas companheiras, minhas amigas, minhas primas, minhas irmãs, minhas conhecidas e desconhecidas. Percebi que nós mulheres não somos rivais, somos a revolução!

Hoje eu venho aqui te pedir uma ajuda. SEM VERGONHA NENHUMA eu digo que eu preciso da sua ajuda e espero que você também não tenha nenhuma vergonha em me dizer quando estiver precisando de ajuda.

Estou participando de uma seleção de emprego e uma das etapas envolve a aplicação de um questionário de apenas 4 perguntas. Você poderia responder para mim, por favor? OBRIGADA! ❤

Este é o link:

https://docs.google.com/forms/d/1YxONS2QTGOg8V5ont8BxSVhRBMvkA727k8pAvwwJh7U/edit?ts=5a3fa937

Filme: UP altas aventuras

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Hello, advogaTas!

Sou apaixonada por filmes da Disney, confesso! Esse, em especial, foi feito para agradar desde os pequenininhos até os adultos. “UP altas aventuras” envolve comédia, romance, ação e piadas e situações que só ocorrem no mundo de “gente grande”.

Up conta a história de Carl Fredricksen, um viúvo de 78 anos que se vê sozinho e as turras com uma empreiteira que quer a qualquer custo lhe tirar da sua querida casa. O motivo dele ser tão apegado ao seu lar, são todas as boas lembranças que ele viveu com a esposa, Ellie, sua amiga de infância.

Carl Fredricksen, 78 anos; e Russell, 8. O primeiro é um amargurado vendedor de balões aposentado e viúvo. O outro, um alegre e esforçado escoteiro. Na aventura, ambos voam inadvertidamente juntos ao sul, em uma casa içada por milhares de balões multicoloridos.

Em meio a uma pequena confusão com um dos operários, Carl vê a grande oportunidade de tornar um sonho antigo realidade. É aí que começa a grande aventura.

O filme é realmente maravilhoso, é engraçado com um toque de emoção, que me comoveu em alguns momentos e de uma criatividade fascinante.

Para mim, a cena mais emocionante foi quando Carl colocou a medalha no jovem aventureiro. Essa cena produz lágrimas suficientes para salgar o saco de pipoca.

Espero que tenham gostado da resenha e que eu não tenha dado muitos spoilers hahaha Ah, deixem sua indicação de filmes nos comentários!

 Beijos, beijos