Maturidade para amar não cai do céu

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A felicidade só é possível quando nos dispusermos ao preparo dela. Toda colheita é fruto de um antes que nos custou muito. Quando descobrimos o valor do antes, passamos a valorizar ainda mais o momento presente.

Quanto tempo levamos para construirmos nossas coisas (materiais ou não)? Quanto precisamos caminhar para desfrutarmos o benefício da maturidade?

Descobri que a maturidade é o meu conforto existencial, isso é:  perceber que apesar de enfrentar conflitos, eu desfruto, no fim, de um equilíbrio interior. A imaturidade nos faz egoísta, dificultamos a nossa realização, por não sabermos compartilhar quem somos e o que temos. O imaturo não compreende o movimento do tempo, as mudanças que a vida traz.

O imaturo só quer a parte boa da história, não quer o desconforto inerente a mudança. Sendo assim, acaba se privando do todo. Nós sofremos muito quando nos impomos restrições.

Quando somos maduros, somos livres para buscamos as imposições e restrições que nos educam. Diminuir o doce, o álcool, as noites mal dormidas, o cigarro, os comportamentos viciosos… Isso educa a nossa vontade.

O imaturo vive o vício de maneira inconsequente e acaba machucando as pessoas que vivem ao lado. A imaturidade nos priva de amar!

Quando somos imaturos não somos capazes de amar o outro, pois somos ciumentos e assim afugentamos. Ninguém suporta um amor que prende. Quando eu sou imatura as minhas carências prevalecem. Daí eu exijo tudo de acordo com minha vontade, eu não admito perder e nem ser contrariada.

Isso não é amar.

Amor é gratuidade, sem cobranças, é reciprocidade! A medida em que vamos amadurecendo, vamos alcançando essa maturidade interior porque é a partir dela que a gente faz a auto crítica. Só o realmente livre é capaz de olhar para si mesmo e perceber seus equívocos, seus erros..

Quando eu olho de frente para o que me amedronta, eu cresço!

O que quero dizer com isso tudo é: viva cada ano da sua vida e seja sempre um aprendiz. Aproveite a idade que possui agora e saiba que para tudo há a hora certa. Quanto à maturidade, ela é o resultado do aprendizado de cada dia, um após o outro. Então, não precisa ter pressa.

 

 

 

 

 

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O grande segredo para esquecer um amor

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Hello, advogatas!

Antes de começar o texto, quero compartilhar com vocês que esse blog, antes de falar sobre o mundo jurídico, fala sobre nós, mulheres, e vou postar aqui sobre amor SIM e deixar aflorar nosso lado romântico também!  Eu recebo alguns e-mails semanalmente de advogatas sofrendo por amor (se quiser me contar sua história é só me enviar no fiamavsa@yahoo.com.br )! Ora, mesmo sendo lindas e absolutas, é normal sermos seres humanos comuns e termos nossos corações partidos vez que outra.

Por experiência própria, já tive aquele amor que me marcou mais que tatuagem de presidiário e assim como a tatuagem de presidiário foi um amor difícil. Alguns gostam de classificar esses amores como sendo amores impossíveis de se esquecer. Mas sabe o que eu acho? Esses amores não foram feitos para serem esquecidos, mas superados.

É muito fácil ser iludida. Cair no conto da carochinha. Acreditar que existe amor por trás daquele “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”. Achar que aquele “beijos, beijos” tem algum significado, que aquele me “lembrei de você ouvindo essa música” repleto de nostalgia tem algum significado real. Pensar que a intenção de um “vídeo na praia” num sábado de manhã tem significado.  D O C E   I L U S Ã O.

Tudo isso graças aos benefícios da internet, da facilidade com que as pessoas falam “eu te amo” sem se preocuparem com o significado que essas três palavrinhas têm. É fácil encontrarmos as pessoas certas, com os gostos certos e a rede social  tem se saído melhor que a análise do antecedente criminal do sujeito. É só dar uma olhadinha. Não trabalha no VASP? Não curte Bolsonaro ou Orgulho Hétero? Pronto, está limpo. E não falo só de romance virtual, mas de romances que começam na internet e vão para o mundo físico. De romances que envolvem pessoas certas na hora errada. Ou pessoas erradas na hora certa. Essa postagem é pra você superar qualquer tipo de amor.

Depois que você levou o pé na bunda ou foi obrigada a dá-lo, bate aquele sentimento de confusão. Você fica mais perdida que os vendedores ambulantes em dia de batida policial. Não sabe o que fazer, para onde correr, o que pegar para levar contigo e sempre vai achar que você sente saudade da pessoa com quem estava, mas você não sente saudade dela.

A verdade é que ninguém sente saudade de ninguém. Todo mundo sente saudade dos momentos que essa pessoa proporcionava a você. Duvido alguém falar “ai, eu sinto saudade, porque ele era alto” ou “sinto saudade dele por causa do jeito que ele andava”. Você sente saudade dos momentos felizes, dos risos e de coisas únicas que só aconteciam ao lado daquela pessoa.  Você sente saudade de rir, de desabafar de compartilhar momentos. Nunca da pessoa, mas do que ela representa e do que acontece quando vocês estão juntos.

Não vale a pena gastar energia, saliva, vida e outras coisinhas mais com quem não se importa com você. Não vale a pena investir tempo numa relação que não é recíproca. Não vale se importar com quem te acha substituível. GAROTA, SEGUE  A VIDA! Você tem um mundo lindo te esperando ❤ #Sóvai

Idealizar amores é muito diferente de viver amores

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Hoje eu sei que amar não é suficiente. Não é mesmo. Pois, se assim o fosse, eu estaria com o meu primeiro namorado até hoje. Se só o sentimento fosse o suficiente para fazer uma relação dar certo muitos casais não teriam se separado.

O amor é importante, sim. O amor é o que faz tudo começar, aquela chama ardente é amor. Mas para fazer dar certo tem que haver muita responsabilidade e vontade das partes envolvidas em ficarem juntas.

É isso. Fazer dar certo é se responsabilizar pelo relacionamento. Ei, não estou dizendo que você é responsável pela felicidade do outro, não! Nem acredito que somos “metades” e que só um relacionamento nos torna completos, não! Nós somos seres únicos e, como tais, encontramos nossa felicidade sozinhos.

Além disso, pessoas felizes vivem amores mais plenos, seguros e completos, porque eles compartilham a responsabilidade de fazer dar certo.

Depois de muitas experiências malsucedidas cheguei a conclusão de que amor não é um ato inconsequente. Aquela paixão louca de filmes e novelas não me convence mais. Muito pelo contrário.

Eu acredito no amor como uma escolha certa, consciente e não um ato desvairado. Depois que decidimos estar com alguém temos que nos esforçar para fazer aquele relacionamento crescer e se solidificar. O amor para dar certo tem que ter aquele “bora? Bora!” e tem que gerar nosso amadurecimento, não só o da relação, mas o nosso como indivíduos também.

Foi pensando nisso tudo que eu descobri que amor de verdade não é estar como uma pessoa porque você não PODE viver sem ela, mas porque você não QUER viver sem ela. Na prática, acreditem, esse pequeno detalhe faz T O D A a diferença. Quando você não quer viver sem algo, por mais que saiba que pode viver sem, aquilo entra na sua lista de prioridades e todos os dias você começa a trabalhar para que isso se fortaleça.

Para mim, o amor de verdade não faz promessas falsas! Ele sabe que só é possível colher bons frutos se você cuidar bem da semente. O amor de verdade planeja, executa conversa, respeita  e acima de tudo é decidido!

O amor entende a necessidade de se ajustar ao outro, à vida, às dificuldade à distância e sabe que tudo isso será um trabalho contínuo.

Em todos os amores reais que eu conheço acompanhei dificuldades e vi o quanto aquelas pessoas que decidiram se amar tiveram que se ajustar e crescer umas as outras. A vida é feita de reajustes e nós sempre estamos em processo de mudança.

 

 

 

Se o amor ainda pulsa

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Está tudo mal resolvido, não sabemos ao certo o que aconteceu, não conversamos sobre os nossos sentimentos… Não dá para deixar tudo assim, de qualquer jeito, jogado na superfície, quando o que realmente existe é firme como raiz. O que nos cerca hoje está no nível mais profundo de nós mesmos.

Hábitos, ruins ou bons, nos trazem comodidade e, por fim, acabamos preferindo a mesmice rotineira que as novidades. Temos medo de arriscar, de tentar, de descobrir… Somos daqueles casais que preferem a distância que aquele “oi” seco proporciona que conhecer a versão do outro sobre os fatos, por toda a comodidade que isso nos traz.

Não tomar banho de chuva, de vida, de esperança, porque… ah, vou me molhar, afinal! Perder a alegria de conhecer a energia do céu, que nos abençoa e nos enche de alegria, tudo por querer continuar na mesmice. Nós somos assim.

Quando algum assunto diferente surge e vê-se que pode causar divergências, logo damos um jeito de fazê-lo cair por terra.

Graças a Deus que existem também os dias de faxina. Eles são essenciais. No nosso caso específico, são raros, mas existem. E, quando chegam, eis o momento inevitável. Agora a água é mar e nós dois sentimos que vamos nos afogar em ondas revoltas que não cansam de nos devastar.

Mas é necessário e sabemos disso. Sentamos para conversar e deixamos a água salgada nos invadir. Lágrimas, sabe? Elas rolam muito nessas horas também. É difícil assumir o erro. Reconhecer que sente falta é muito ruim. Demonstrar fraqueza é péssimo.

Calma. O tempo cura tudo. É doloroso, mas, se o amor ainda pulsa, é necessário.

Assim, de peito aberto e coração sincero, cada lado consegue, sem sombras, escancarar seus medos, desejos, anseios e conflitos. Juntos, compreendemos, enfim, que o segredo está em ver o lado mais profundo do outro com empatia caso, de fato, haja o desejo de resolver a situação.

Entrando nesta escuridão imensa de nós mesmos, que mal parece ter fim, uma hora encontramos a luz. Percebemos, então, o tempo desperdiçado no conforto do passado. Por não buscarmos alcançar, ficamos cada vez mais distantes – mesmo estando próximos como nunca.

Dali em diante, tudo vai ser bem melhor do que antes.