COMO COMPRAR OS LOOKS DE FIM DE ANO SEM GASTAR MUITO!

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Hello, advogaTas!

“Então é Nataaaaaal” a época mais linda e mais gostosa do ano! Depois do meu aniversário certamente é minha data mais esperada haha Amo reunir a minha família em volta da mesa, agradecer pelo ano que passou e, claaaro comer MUITO, porque não sou obrigada!!

Vocês sempre me pedem posts de dicas de como organizo para fazer as minhas comprinhas de fim de ano e como vocês sabem, eu AMO pechinchar e MUITO!! Comprar é muito bom, MAS nada melhor que comprar sabendo que não saímos no preju ou então pagamos mais do que deveríamos por algo, né?

No natal, eu gosto de me presentear sem medo de ser feliz! Maaaaaas é óbvio que faço tudo com muita consciência! No post de hoje vou dar algumas DICAS DE COMO COMPRAR LOOKS DE FIM DE ANO SEM GASTAR MUITO!

1 – Organize seu armário

Às vezes nosso armário está tão cheio e desorganizado que nem sabemos as peças que temos lá dentro. Arrumar tudo não só facilita na hora de escolher seu look como também alivia aquela sensação “não tenho nada para usar”, que nos leva a comprar ainda mais. Como as tendências vão e vêm, é muito provável que alguma peça antiga que você tenha esteja de volta em alta. Basta descobri-la dentro do guarda-roupa.

 

2 – Conheça seu corpo e estilo

É muito comum comprarmos algo só porque a peça está na moda ou investir em algo pensando “quando emagrecer vou usar”. Nada disso! Compre coisas para você vestir hoje e que combinem o que já possui no armário. É um exercício de unir o desejar com o precisar. Por mais incrível que seja algo, se você não se vê usando aquilo (não precisará da peça), deixe-a na loja.

 

3 – Repetir roupa não é problema

Não tem nada de cafona em trajar a mesma peça várias vezes. Como disse a famosa consultora de moda Glória Kalil, “o absurdo seria ter que usar uma roupa diferente a cada dia. Usar a mesma peça é inteligente, prático e, além de tudo, muito estiloso.” Um vestido básico, por exemplo, pode resultar em vários looks, dependendo das combinações dos acessórios. Outra dica é se lembrar de onde esteve ao usar uma peça. Assim, ao vesti-la novamente, evita que seja no mesmo local.

 

4 – Reforma com consciência

A maioria das suas peças pode ser repaginada com ajustes, tingimentos e intervenções criativas. Cuidado apenas para o valor do conserto não sair igual ou mais caro do que comprar algo novo.

 

5 –Pratique o desapego

Você certamente não é a única querendo, por um lado, atualizar o guarda-roupa e, por outro, se desfazer de peças que não usa mais. Reúna as amigas para uma tarde de trocas de roupas e risadas. Outra opção é recorrer a sites de trocas ou vendas de roupas usadas, como o Garimpo . Sem falar nos ótimos brechós, sempre cheios de itens atuais.

 

6 – De olho nas tendências

Sabendo o que estará na moda na estação que entra você consegue focar em peças-chave para atualizar o visual sem ter que comprar a loja inteira. E quem sabe, nesta pesquisada (em revistas de moda ou na internet) você não acaba descobrindo que coisas que comprou há anos estarão com tudo neste verão?

 

7 – Use um sapato confortável

O que isso tem a ver com gastar menos? A resposta é simples: para fazer bons negócios, paciência é fundamental. Você deve estar confortável e com tempo para pesquisar preços em várias lojas, experimentar com calma cada item que considera levar, deixar a peça “descansando” na loja, dar uma vota e só então decidir se vai mesmo finalizar a compra, calcular o quanto já gastou… ou seja, agir com tranquilidade para garantir uma boa aquisição!

 

8 – Cartão na mão é vendaval

Evite ir às compras levando seu cartão de crédito. Com ele em mãos, cair em tentação fica ainda mais fácil. Preferencialmente, leve dinheiro. Além ser melhor para controlar os gastos, aumenta o seu poder de barganha para conseguir descontos.

 

9 – Parcelar? Não, obrigada

De parcela em parcela você se verá endividada até o verão do ano que vem! Fuja desta armadilha e prefira pagar tudo à vista. Assim você pode até comprometer um pouco o orçamento deste mês, mas, nos seguintes, está de volta aos trilhos – e sem dívidas

Então é isso, advogaTas! Agora não tem mais desculpa para não ser organizada na hora das compras, não é verdade?! Espero que aproveitem as dicas ❤

Beijos, Beijos

 

 

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Era uma vez

Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto
Das nuvens serem feitas de algodão
Dava pra ser herói
No mesmo dia em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche, um banho quente
E talvez um arranhão
Dava pra ver
A ingenuidade, a inocência cantando no tom
Milhões de mundos e universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

Da pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mal
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

A vida não vem com um manual de instrução. É preciso viver cada dia com o ônus e o bônus dos erros e acertos. A vida é caminho que segue em frente… sempre! A beleza é amadurecer com sensibilidade sem enrijecer o coração. E crescer, muitas vezes, é um processo doloroso e belo.

 

Amadurecer é assumir as rédeas da própria vida, não como vítima ou vilão, mas como protagonista da sua história e escolhas. Não ousar viver os desafios da vida gera imaturidade e comodismo. A felicidade está no caminho e no caminhar e não no final, nos diz a música.

 

Esquecemos de ser leves e nos tornamos pesados a nós mesmos e ao outro. Eis o segredo: crescer e manter a capacidade de ser leve como criança que levanta a cada queda e recomeça outra vez. Ser leve, sem ser infantil. A infantilidade mina relações e somos seres relacionais.

 

A liquidez dos tempos atuais e das relações tão efêmeras provocam uma nostalgia do passado. Muitas vezes criamos expectativas em relação às pessoas e elas nem imaginam que as temos. Nós mesmos não seríamos capazes de vive-las. Transferimos a responsabilidade pelas nossas frustrações às pessoas. Um joelho ralado dói menos que um coração partido. Amar dói, mas é o que dá sentido ao viver.

 

“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…”

Mario Quintana

 

Marcelle Durães

Resenha: as velas ardem até ao fim

 

Sándor Márai - As velas ardem até ao fim

Hello, people!

As pessoas mais fascinantes que eu conheço leem, e leem muito. São aquelas que têm um bom papo, se enturmam em qualquer roda, conversam sobre tudo, têm conteúdo e sempre algo interessante a acrescentar. Então, garota, LEIA!

É um livro sobre a amizade, sobre o amor, a inveja, o desejo, a confiança, a vingança, a traição, a ilusão… Sobre a vida. É um livro que dá vontade de partilhar, em cujas noções gostaríamos de impregnar os que nos são próximos e, para mim, faz agora parte dos meus livros preferidos. Foi o primeiro livro do Sandor Marai que eu li, certamente será o primeiro de muitos!

De uma riqueza literária ímpar, “As Velas Ardem até ao Fim” é um livro que faz viajar no espaço, no tempo e nas vidas de dois homens que em tempos foram amigos e que têm necessidade de, já na velhice, ter uma última conversa.

“Um pequeno castelo de caça na Hungria, onde outrora se celebravam elegantes saraus e cujos salões decorados ao estilo francês se enchiam da música de Chopin, mudou radicalmente de aspecto. O esplendor de então já não existe, tudo anuncia o final de uma época. Dois homens, amigos inseparáveis na juventude, sentam-se a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular…”

Henrik é rico e exerce sobre os outros uma espécie de fascínio que não advém apenas da sua posição social privilegiada. Por ser bem formado, com bom coração, chegando a ser, muitas vezes ingénuo, o poder que acaba por ter sobre os outros não é usado de forma leviana. Reconhece a sorte que tem e partilha-a sem procurar o reconhecimento dos outros.
Henrik conhece Konrád no colégio e tornam-se inseparáveis. Konrád, ao contrário de Henrik é pobre e menos expansivo. É uma pessoa mais introspectiva e um apaixonado pela música. Embora a amizade que sente por Henrik seja sincera, esta não deixa de ser assombrada por alguma inveja. Inveja porque, enquanto Henrik nunca conheceu qualquer dificuldade na vida, Konrád vive angustiado pelo esforço que a sua educação exige dos pais. Conhece o mundo em que Henrik se movimenta e, por despeito, a que prefere chamar de superioridade intelectual, despreza esse mundo e as pessoas que dele vivem e que sem ele não sabem viver.

Trata-se de um romance comovente sobre a amizade, onde alguém prefere uma ruptura a um conflito, e onde ambos aparentemente perdem mas salvam a coerência de um sentimento maior, superior a qualquer outro objectivo de vida, de forma nobre e elevada. O diálogo/monólogo de Henrik é cativante pela sinceridade e frontalidade, sem pôr em causa o sentimento comum mas explorando sem tabus todos os meandros de pensamento e comportamento de uma relação estranha mas pura.

Me conte nos comentários qual resenha de livro você deseja ver por aqui!

Beijos, beijos

A DECISÃO MAIS DURA DA VIDA

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Talvez a decisão mais difícil da vida seja se separar de alguém que você ama mas não lhe faz bem. É lutar contra o amor em nome da saúde emocional.

É algo como escolher entre amar ou viver, entre o ruim e o pior.  Sairá derrotado em qualquer uma das opções.

Abandonar um amor amando é amputar uma perna para continuar andando. É perder um pulmão para continuar respirando.

Você sabe que, se não acabar com a história, ela acabará com a sua personalidade. Vai enlouquecer, será subjugado e torturado, sacrificará o discernimento. Não terá futuro, somente um precário presente. Renunciará aos amigos, à família, ao trabalho, à sanidade para forçar a convivência.

Os raros momentos de harmonia de um domingo não compensam o inferno das semanas.

Ama o outro, porém nunca esteve tão infeliz e angustiado. Ama o outro, porém não desfruta nem da liberdade das distrações. Ama o outro, porém não se ama dentro desse amor. E um espelho quebrado em casa é muito perigoso.

Todos experimentaram esse dilema em maior ou menor escala. Nem sempre a paixão converge com a paz.

Romper um relacionamento racionalmente exige monumental concentração. Como largar drogas, abandonar cigarro, parar de beber.

Deve-se combater um inimigo que gostaria de abraçar e beijar. A ambiguidade dos sentimentos é revoltante, sendo necessário criar uma frente rígida de rituais para enfrentar a abstinência.

Tem que cortar a carne das palavras, tem que combater a enxurrada das lembranças, tem que se virar com a ansiedade, tem que acordar e fingir que não sonhou com nada, tem que trocar de caminho e endurecer o rosto quando o vento convida o olhar a virar para trás, tem que dissuadir a saudade, tem que fugir dos amigos em comum, tem que adulterar as declarações, tem que evitar músicas e ciladas, tem que montar na memória um pequeno e anônimo cemitério com uma pilha de pedras.

Nada mais triste do que não poder confiar no coração – já que, por amar, não consegue se defender, acreditará nas ofensas, diminuirá de estatura moral até ser insignificante, cederá a vaidade, depois abandonará o orgulho, em seguida pedirá desculpa sem razão nenhuma e aceitará a destruição e os maus-tratos como parte indispensável do romance.

O amor é capaz de matar. E só um grande amor próprio para nos salvar enquanto ainda é possível reunir os cacos.

( Fabrício Carpinejar)