Era uma vez

Era uma vez
O dia em que todo dia era bom
Delicioso gosto e o bom gosto
Das nuvens serem feitas de algodão
Dava pra ser herói
No mesmo dia em que escolhia ser vilão
E acabava tudo em lanche, um banho quente
E talvez um arranhão
Dava pra ver
A ingenuidade, a inocência cantando no tom
Milhões de mundos e universos tão reais
Quanto a nossa imaginação
Bastava um colo, um carinho
E o remédio era beijo e proteção
Tudo voltava a ser novo no outro dia
Sem muita preocupação

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

Da pra viver
Mesmo depois de descobrir que o mundo ficou mal
É só não permitir que a maldade do mundo
Te pareça normal
Pra não perder a magia de acreditar
Na felicidade real
E entender que ela mora no caminho
E não no final

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado
Dói bem menos que um coração partido

 

A vida não vem com um manual de instrução. É preciso viver cada dia com o ônus e o bônus dos erros e acertos. A vida é caminho que segue em frente… sempre! A beleza é amadurecer com sensibilidade sem enrijecer o coração. E crescer, muitas vezes, é um processo doloroso e belo.

 

Amadurecer é assumir as rédeas da própria vida, não como vítima ou vilão, mas como protagonista da sua história e escolhas. Não ousar viver os desafios da vida gera imaturidade e comodismo. A felicidade está no caminho e no caminhar e não no final, nos diz a música.

 

Esquecemos de ser leves e nos tornamos pesados a nós mesmos e ao outro. Eis o segredo: crescer e manter a capacidade de ser leve como criança que levanta a cada queda e recomeça outra vez. Ser leve, sem ser infantil. A infantilidade mina relações e somos seres relacionais.

 

A liquidez dos tempos atuais e das relações tão efêmeras provocam uma nostalgia do passado. Muitas vezes criamos expectativas em relação às pessoas e elas nem imaginam que as temos. Nós mesmos não seríamos capazes de vive-las. Transferimos a responsabilidade pelas nossas frustrações às pessoas. Um joelho ralado dói menos que um coração partido. Amar dói, mas é o que dá sentido ao viver.

 

“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…”

Mario Quintana

 

Marcelle Durães

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