Mulheres na advocacia: apesar de maioria na profissão, advogadas não são referência no mercado

Sou jovem advogada, não tive padrinhos na profissão e, assim como a maior parte dos jovens advogados, venho lutando diariamente dentro de um mercado jurídico formal, estruturado e com poucas oportunidades para quem quer iniciar na carreira autônoma.

Mas, eu não quero me ater aos desafios e quero ter esperança de que um dia encontrarei o meu lugar ao sol, porque confio no meu potencial e na minha disciplina diária. Por isso, resolvi buscar inspirações femininas na advocacia. Queria conhecer histórias de mulheres advogadas, saber o que elas fizeram para enfrentar os desafios da carreira, quais cursos elas recomendariam, quais as dicas profissionais, as áreas em que elas atuaram. Enfim, queria conhecer e me inspirar em advogadas que têm feito ou já fizeram a diferença no mundo da advocacia.

Para me ajudar nessa busca, recorri ao google e digitei de forma simples e bem clara: “melhores advogadas do Brasil” . Não tem erro, certo? Eu queria descobrir quem eram as MULHERES que se destacaram na advocacia. Para minha surpresa, sabe o que apareceu nessa pesquisa? Muitos posts que indicavam os melhores HOMENS advogados: “Para se inspirar: conheça o perfil dos 10 advogados mais poderosos do Brasil” , “Conheça os 14 advogados mais reconhecidos e poderosos do Brasil, em seis áreas do direito” , “Advogados bem sucedidos: meu top 4 (e como se tornar um deles)”…

Bom, caso não existissem mulheres nesse ramo, até seria possível me contentar com essa busca. Contudo, as mulheres são maioria entre os advogados de até 40 anos. Em números absolutos, portanto, são 343.203 mulheres e 260.512 homens inscritos na OAB com até 40 anos (JOTA). Sem contar, que ao entrarmos em uma sala de aula de qualquer curso de direito perceberemos, sem grande dificuldade, que 50% ou mais da turma é composta por mulheres.

Então, já que estamos no Direito e na advocacia, por que não aparecemos como referência na nossa profissão? Onde nós estamos que não somos encontradas pelo google?

Infelizmente, apesar do aumento de mulheres na profissão, advogadas não são maioria das lideranças em escritórios, empresas e nem são reconhecidas como referência. Não temos protagonismo no mercado de trabalho, mesmo com tantas iniciativas, das mais diversas áreas para que a desigualdade de gênero seja, no mínimo, amenizada.

Como vamos resolver isso? É a questão que mais se repete na minha cabeça nos últimos tempos. Não tenho a solução, confesso. Mas sei que posso fazer a minha parte. Por isso, decidi trazer para lives semanais no meu instagram (@papo_de_advogada) advogadas que são especialistas em alguma área do direito para apresentarem seu trabalho, mostrarem o quão profissional e capacitadas são e ganharem visibilidade ao mesmo tempo que transmitem conteúdo de valor para o público que a assiste.

Talvez, se cada um, ao seu modo, puder fazer uma pequena ação que diminua essa desigualdade de gênero, logo teremos um mercado mais justo, diverso e participativo.

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