Eu sou minha

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Emma Watson afirmou em seu discurso na ONU que “nenhum país do mundo pode dizer ainda que alcançou igualdade de gêneros”, e tem como discordar disso?

Somos submetidos, diariamente, ao machismo que se impregnou na sociedade desde tempos remotos. Isso pode ser constatado no ” fiu-fiu” que você recebe quando sai de casa de manhã ou no filme da sessão da tarde que já induz o seu comportamento. O feminismo luta pela igualdade de gêneros, pelo respeito às mulheres e pela sua real valorização. E ainda tem gente que consegue criticar..

Com a união e organização das mulheres, muitas já se auxiliam e se defendem para amenizar o sofrimento, a agressão, o preconceito e outras consequências do machismo. Hoje eu resolvi falar sobre  o padrão de beleza imposto às mulheres.

Colocam a nossa frente comerciais, revistas e manequins com mulheres altas, magras, loiras, de cabelo liso, sem estria, sem celulite, sem espinhas.. Sem “defeitos”!  Esses ideais inalcançáveis de beleza se impregnam na nossa mente e nas de meninas com 7, 8, 9 anos e até a de uma mulher de 40, 50 anos.. O conteúdo desses anúncios é muito prejudicial e, aos poucos, vamos nos destruindo para ‘tentar” alcançar esse padrão – dietas, academia, remédios, podendo chegar a uma anorexia, bulimia ou uma depressão.

Por vezes, recebemos comentários como: como você está magra – como você está gorda; você está precisando depilar; corta seu cabelo; faça sua sobrancelha. arrume sua unha; emagreça; engorde… Qual a necessidade de julgar o corpo do outro?!

Se você é gordinha não pode usar short curto. Se você é baixinha deve usar salto, se você tem cabelo cacheado deve usar chapinha. Se você tem barriguinha saliente não pode usar blusas justas. Oi??? Como assim, vocês querem dizer o que eu devo ou não mostrar do meu corpo? É isso mesmo? O MEU CORPO!

O problema, é que isso já foi tão difundido este pensamento que realmente existe um padrão de beleza que quando falamos algo desse tipo, já somos julgados por amar o nosso corpo, como se fosse algo ofensivo uma gordinha demais ou magrinha demais estar bem com o corpo que tem.

O feminismo está tentando destruir aquela falsa ideia de que ” mulheres são falsas”, “mulheres querem se destruir”, “não existe amizade entre mulheres”. Assim, ao invés de começar a criticar a aparência de outra pessoa, tente entender que ela também é um ser humano e possui sentimentos e enfrenta críticas com o corpo, assim como você. E que, por ser menina/mulher, é bem mais provável que ela venha a se machucar por causa das imposições dessa sociedade machista – assim como você!

Por isso meninas e meninos: Cuide-se! Ame-se! Do jeito que você é! Eu sou minha, o meu corpo é meu e eu me amo! ❤

5 comentários sobre “Eu sou minha

  1. Fiama querida!
    Vendo o seu post, lembrei de um meu que eu fiz há um bom tempo atrás sobre a beleza que nós não vemos e que aquela que nunca vamos atingir (e nem temos essa necessidade). Não sei se você já leu o livro “Vendedor de Sonhos – O chamado”, mas lá tem um capítulo que fala sobre esse assunto e me deixou com uma percepção bem diferente do assunto. Eu recomendo! Se quiser o livro em pdf, eu disponibilizei ele no post. Se quiser dar uma lida, aqui segue o link http://divergenciasvitais.wordpress.com/2014/06/24/uma-dica-de-quarta/

    Beijo e boa semana!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Oi Fiama.
    Muito interessante tua postagem, até porque remete à minha própria pessoa.
    Acredito que mesmo quem está com a mente dentro do feminismo, “apanha” bastante ainda com o bombardeio da mídia.
    Eu fui uma feminista que, com quase 1,80 de altura, foi internada por pesar 40 quilos. Uma época que fiquei fascinada dentro do doentio mundo das Thinspo…
    Recuperei um pouco de peso, hoje peso 45 a 47 quilos (varia bastante) e é impressionante o quanto as pessoas “aprovam” meu IMC baixíssimo, o que ainda me acorrenta a contar calorias e sabe, agora que fiquei doente e preciso de uma dieta isenta de glúten, há pessoas felizes dizendo que voltarei A EMAGRECER MAIS!
    É como se nunca minha magreza fosse suficiente.
    E o irônico dessa história toda é que na infância exigem que as crianças sejam gordas e sofri terríveis episódios de bullying, inclusive dentro da minha família, esta que agora quer me ver eternamente Thinspo, por ser uma criança “magricela”, “E o vento levou” entre outros apelidos “lindinhos” que me colocaram.
    Minha mãe queria que eu fosse bailarina e assina a Elle, por aí tu já tem uma ideia dos “bombardeios” que levo. E todo mundo elogiando que “eu tenho tudo para ser modelo” acaba instigando ainda mais aquela coisa doentia que eu tinha. Menina, eu cheguei a usar ECA (epinefrina, cafeína e aspirina) para malhar EM JEJUM por horas! E depois NÃO COMER NADA!
    Eu estou viva só por Deus…
    O patriarcado sempre quer que as mulheres destruam umas às outras, a velha história do reino dividido que jamais poderá prevalecer. Pior que a maioria das garotas caem nessa e a sororidade anda em falta.
    Nossa, escrevi demais aqui, praticamente um desabafo.
    Foi mal.
    Ah, adorei o post da Bruna, super recomendo.
    Beijos.

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