Que bom te ver viva!

Que bom te ver viva! Recomendo que assistam este vídeo antes de lerem o post para se situarem sobre o assunto!!

No dia 01/04/2014 “comemoramos”  os 50 anos do golpe civil militar no Brasil. Nesta época, participei de alguns debates, acompanhei séries  na TV Câmara, na TV Brasil, assisti vídeos e me inteirei mais sobre o assunto. Hoje, rodando pelo universo dos blogs, me deparei com um post cheio de informações  do blog Ditaduras e Sistemas de Justiça. O que mais me chamou a atenção foi a forma que eles trataram a tortura de um ponto de vista que eu, ao menos, nunca havia visto ninguém analisando: Ditadura e Gênero.

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INTEGRANTES DO GRUPO “TEATRO EM GREVE CONTRA A CENSURA” PROTESTAM NO RIO DE JANEIRO EM FEVEREIRO DE 1968 (Foto: Gonçaves (CPDOCJB))

Gostei muito da abordagem! E como o que eu gosto eu recomendo, aqui está o meu post sobre o assunto. Ah, para quem quiser visitar e seguir o blog http://ditaduraesistemasdejustica.wordpress.com/2014/05/30/videos-exibidos-na-aula-do-dia-305-ditadura-e-genero/comment-page-1/#comment-12

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É uma forma muito interessante de abordar um tema tão pouco discutido. Acredito que todas as universidades, principalmente dentro do curso de Direito, deveriam tratar este assunto, pois é preciso entender e compreender o passado para não repetirmos erros.

As mulheres que lutaram a favor da liberdade, contra o regime ditatorial vigente na época, são importantes fontes de informação como testemunhas das barbaridades que aconteciam. Hoje, elas estão na faixa de 60 anos, sofreram abusos, estupros,  abortos, choques nos mamilos, ameaças aos filhos, mães, irmãos, maridos..

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DA ESQ. PARA A DIR.: AMÉLIA TELES, ANA MARIA ARATANGY E CRIMÉIA DE ALMEIDA (Foto: FABIO BRAGA E TADEU BRUNELLI)

A estas mulheres não foi dada a oportunidade de contar a sua história, de reconstruir a vida, de serem trabalhados os problemas decorrentes das diversas formas de tortura. Não houve uma resposta para os parentes desaparecidos, ou até mesmo punição para os torturadores. O Brasil apagou o seu passado com a anistia. Mas nada apagou da memória dessas mulheres os horrores por elas vivenciados.

E o por que do título do pos??´Porque, nem mesmo estas mulheres conseguem dizer se é realmente bom estar viva. O que significa “estar viva?”

Tudo precisa ser debatido, discutido e examinado. Tratar o tema da ditadura militar, das torturas, já é raro, sobre gênero dentro da ditadura é mais ainda.. Infelizmente, as publicações que têm mais força no debate não são comprovadas, mas são as que têm maior facilidade de se tornar impermeável, ou seja, grande imprensa.. precisamos, necessitamos desse tipo de estudo e de informação!

Beijos, beijos

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